Segunda-feira, 28 de Janeiro de 2008
Entrevista a Gonçalves Sapinho (corrigida)

Na passada quinta-feira fomos, como já foi referido, entrevistar o presidente da Câmara Municipal de Alcobaça, Gonçalves Sapinho. A entrevista foi dividida em duas partes: uma sobre os projectos em desenvolvimento em S. Martinho do Porto e outra em que discutimos as nossas sugestões. Apresentamos aqui as conclusões da primeira parte da entrevista.

 


Iniciámos a entrevista questionando o Sr. presidente sobre a existência e a utilização dos potenciais. Ele disse-nos que S. Martinho possui potencialidades ilimitadas no campo do turismo, tendo ainda muito a explorar como por exemplo: despoluição da baía, iluminação e os aspectos estéticos do paredão.


No que se refere á despoluição da baía, disse-nos que a maior dificuldade está em limpar todos os efluentes que chegam à mesma. Para tal está em vigor um projecto para a construção de três ETAR’s, uma grande e as outras em menor escala, todas relativamente distanciadas. Uma das pequenas já está construída perto da baía (um investimento de muitos milhões de euros, fundos disponibilizados pela União Europeia), com a função de reter a maior quantidade possível de lixos. As outras duas que restam, estando uma em construção, destinam-se á suinicultura, eliminando os efluentes em curso. Foi já realizado um desassoreamento, mas este é apenas um pormenor que pouca diferença fez.


Em relação á iluminação da marginal, os focos encontram-se momentaneamente desligados, até à finalização das obras. Foram ainda referidos os projectos em desenvolvimento de requalificação da marginal, e outros com o mesmo intuito de melhorar os aspectos estéticos de São Martinho: o tratamento das dunas e o passeio pedonal sobre as mesmas, por exemplo.


Seguidamente questionámo-lo acerca dos actuais projectos em desenvolvimento na vila. Foi-nos referida a construção do elevador no Largo José Bento da Silva (conhecido por Adro) e a conclusão das obras nas ruas adjacentes á marginal.


Para o futuro estão previstos:

  • O melhoramento da calçada D. Pedro V até á igreja, a começar já no próximo mês; 
  • O alargamento e prolongamento da avenida paralela à marginal entre esta e o caminho-de-ferro, com dois sentidos e estacionamentos de ambos os lados, com o objectivo de desafogar o trânsito. Chegou-se à conclusão de que não vale a pena construir parques de estacionamento na vila, pois estes não são usados;
  • Abertura do Centro de Saúde nos prédios em frente á escola secundária que está apenas à espera de autorização por escrito. Como resposta às queixas da população relativamente à prioridade da despoluição da baía no lugar do Centro de Saúde, o Sr. Sapinho referiu que as verbas são enviadas para o referido efeito e, portanto, qualquer outro rumo que pudessem levar seria ilegal,  além disso a saúde é exclusivamente da responsabilidade do Estado;
  • Supermercado Intermarchê, à entrada da vila;
  • Passeio pedonal e ciclo-via desde Alfeizerão até São Martinho do Porto;
  • Projectos de animação em época de Verão, como por exemplo: cinema ao ar livre.


Posteriormente interrogámos o Presidente sobre o projecto para a construção de campos de golf em S. Martinho do Porto, do qual tomámos conhecimento através do jornal "Região da Nazaré". Informou-nos que os campos de golf se vão situar nos campos entre São Martinho e Alfeizerão. Serão construídos dois hotéis, cada um com um campo de golf de nove buracos. Este investimento parte de particulares e é apoiado da Câmara Municipal, pois promove o turismo e traz novos empregos.


O Sr. Gonçalves Sapinho disse-nos que a maior necessidade da vila é a adapatação da população ao crescente fluxo de turismo que se prevê continuar a progredir exponencialmente. Falou-nos também da construção de mais estabelecimentos comerciais e restaurantes, evidenciando ainda que os investimentos nestas áreas foram maiores nos últimos três anos do que nos anteriores cinquenta.


Quanto ao parque de campismo foi-nos dito que há muitos interesses em jogo, pessoas que investiram naquele lugar e que não têm qualquer culpa das ilegalidades do mesmo, pelo que o seu futuro tem sido adiado, enquanto se procura encontrar a melhor solução. Acabar com ele está fora de questão, pois é importante para o turismo, embora se considere a hipótese de o transpôr para outro local.

Voltaremos em breve com as conclusões da segunda parte da entrevista.



Publicado por smp_azul às 17:23
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